Enquanto os brandonistas comemoram o respaldo do bolsonarista Antônio Rueda à pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão, o presidente nacional do União Brasil enfrenta um turbilhão de suspeitas que vão muito além da política partidária. Rueda, que ascendeu rapidamente na legenda criada a partir da fusão do PSL de Jair Bolsonaro com o antigo PFL, está no centro de investigações da Polícia Federal que apuram a infiltração do PCC nos setores financeiro e de combustíveis no Brasil. O dirigente é apontado como possível dono oculto de jatos executivos usados para transportar integrantes do crime organizado em voos domésticos e internacionais.
A suspeita sobre Rueda surgiu após uma megaoperação da PF contra o PCC, quando o piloto de um dos aviões suspeitos declarou que a aeronave pertencia a uma empresa da qual Rueda seria sócio oculto a Táxi Aéreo Piracicaba (TAP). A empresa teria sido usada por dois foragidos da operação: Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape. Embora a PF ressalte que Rueda ainda não é formalmente investigado, as citações diretas ao nome do político e sua relação com os empresários foragidos colocam sob forte suspeita sua atuação nos bastidores do poder.
Mais grave: a revista piauí apurou que, entre outubro de 2023 e maio de 2024, Rueda trocou dezenas de mensagens com Beto Louco e Mohamad tratando de pagamentos fracionados e partilha de dinheiro ,com movimentação de R$ 5 milhões apenas entre outubro e dezembro daquele ano. Os diálogos, que fazem parte de material entregue à Procuradoria-Geral da República e à PF, descrevem uma contabilidade paralela típica de esquemas de corrupção. Os dois empresários estão foragidos, supostamente no Líbano, e são investigados por fraudes no mercado de combustíveis e por ligações com o PCC , embora Rueda, até agora, negue qualquer irregularidade.
A aproximação de Rueda com os empresários ocorreu justamente no período em que ele conquistou a presidência do União Brasil, num contexto em que o “corredor do Amapá” esquema que permitiu a importação de combustíveis sem pagamento de ICMS gerou prejuízo de R$ 1,1 bilhão apenas para São Paulo. Rueda, vale lembrar, é bolsonarista declarado e sempre esteve ao lado do ex-presidente nos momentos mais críticos da política nacional. Esse apoio festejado pelos brandonistas, portanto, não vem sem custos políticos: ao abraçar Rueda e seu partido, Orleans Brandão se associa a um nome enrolado em investigações de lavagem de dinheiro e conexões com o crime organizado. Isso só comprova o que o blog do Filipe Mota já denunciou há tempos que o governador é bolsonarista disfarçado de lulista, e agora, com a aproximação de Rueda, a máscara cai de vez.
Sobre Pedro Lucas , esse por sua vez nunca negou o bolsonarismo …
