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Deputado pede CPI sem mencionar nomes, mas alvo indireto é claro: braço direito do senador aparece em investigações; nos bastidores, fala é vista como recado velado a o senador Weverton Rocha
O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) subiu à tribuna da Câmara nesta semana com um discurso que parecia institucional, mas que na prática funcionou como um ataque indireto contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ao pedir a instalação da CPI do Banco Master e afirmar que há transações no Maranhão “envolvendo senadores”, Hildo sabia exatamente onde estava mirando , ainda que tenha evitado qualquer menção direta ao nome do pedetista. A pontaria foi certeira: o alvo indireto é Daniel Leite, advogado e apontado como homem de confiança de Weverton, cujo nome aparece em investigações sobre compra de ações do BRB em operações suspeitas com o Banco Master.
A jogada de Hildo Rocha não é ingênua e carrega um peso político que transcende o discurso na plenária. Nos corredores do Congresso, a leitura é unânime: o emedebista está atuando como cabo eleitoral de Roseana Sarney, que teria sido escanteada pelo governador Carlos Brandão na disputa por uma vaga ao Senado. Com Brandão inclinado a apoiar Weverton e Pedro Lucas , Hildo, que é suplente de Roseana, usou a tribuna para constranger o pedetista de forma indireta, jogando luz sobre sua ligação com um dos nomes mais citados do Maranhão na rede de suspeitas que envolvem o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. É a velha política maranhense em sua essência: o ataque oblíquo como arma de desgaste de adversários.
A ligação entre Daniel Leite e Weverton Rocha é o que torna o discurso de Hildo tão perigoso para o senador. As investigações da Polícia Federal já apontam Leite como suposta peça-chave no esquema de Vorcaro para adquirir ações do BRB por meio de empréstimos fraudulentos ,quase R$ 94 milhões, muito acima de seu patrimônio declarado de R$ 6 milhões. Ao citar “senadores” envolvidos nas transações do Maranhão, Hildo amarra Weverton a esse escândalo sem precisar dizer seu nome. A mensagem é direta: se o braço direito do senador está no centro das suspeitas, até onde vai o conhecimento de Weverton sobre as operações?
Weverton já não é um estranho a esse tipo de pressão , em outubro do ano passado, ele teve seu gabinete alvo de buscas da PF em uma operação que investigava descontos indevidos em benefícios do INSS, o que o levou a convocar uma coletiva para se defender.
Agora é aguardar os desdobramentos desse ataque indireto e não adianta depois dizer “se a carapuça serviu”, veja o vídeo :
