Incapaz de mostrar a realidade dos corredores públicos e enquadrado pela Justiça Eleitoral, o candidato Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, apelou para uma farsa digital para enganar o eleitor maranhense. Proibido de fazer palanque nos hospitais públicos, o emedebista recorreu à Inteligência Artificial (IA) no programa eleitoral desta sexta-feira para fabricar um hospital fictício, tentando vender uma ilusão de eficiência que não existe no sistema estadual de saúde.
A encenação de 45 segundos colocou o Orleans Brandão discursando em uma unidade médica fake, gerada por inteligência artificial. O artifício não é apenas uma escolha estética, mas um drible escancarado à decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). O juiz auxiliar Rubem Lima de Paula Filho já havia vetado expressamente o uso de imagens internas das unidades de saúde do Estado, sob pena de multa de R$ 50 mil por descumprimento, apontando violação direta à Lei das Eleições e abuso de poder político.
Sem poder usar as dependências reais – onde a superlotação, a falta de insumos e as filas desmentiriam a propaganda oficial – a campanha de Orleans preferiu criar um sistema de saúde do Maranhão paralelo nas telas. Ao simular uma estrutura impecável com IA, a candidatura do sobrinho do governador tenta escapar do rigor da Justiça ao mesmo tempo em que maquia o caos da rede pública estadual.
