O Palácio dos Leões começou a semana com baixas expressivas. O ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Fufuca, comunicou ao governador Brandão que não apoiará a pré-candidatura do sobrinho do chefe do Executivo estadual ao governo. Fufuca e seu grupo não acreditam na viabilidade da oligarquia brandonista e, por isso, determinaram que todos os seus aliados entreguem os cargos ocupados no governo, incluindo a indicação dele no DETRAN.
Com a decisão, a Federação União Progressista deve declarar neutralidade na disputa. Pedro Lucas permanece ao lado do sobrinho do governador e pode vir a ser candidato ao Senado, conforme preferência do irmão do governador e governador de fato, Marcus Brandão. No entanto, ficará sem o CNPJ da federação e, consequentemente, sem tempo de televisão.
Outra baixa relevante: a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), Iracema Vale, recusou o convite para ser vice-governadora na chapa do sobrinho de Brandão , porque sabe que a família tem histórico de não cumprir acordo e muito menos respeitar vice, então para assessores mais próximos confirmou sua pré-candidatura a deputada federal. Nos bastidores, já há um atrito informal com o deputado Aluísio Mendes, que, segundo fontes, teria sido até bloqueado no celular da parlamentar.
Outro nome que deve romper com os Brandão nas próximas semanas é o deputado federal Duarte Júnior, que também deverá entregar os cargos que ocupa no governo.
A impressão nos corredores políticos é de que o barco do governo Brandão está cada vez mais vazio. Fontes ouvidas pela reportagem avaliam que o modelo de familismo e oligarquia já não encontra espaço no Maranhão atual.
Por fim, fica o dito popular: quem sair por último que apague a luz.
