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O vereador Beto Castro foi detido nesta segunda-feira (15) durante a Operação Benedict, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em parceria com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Com ele, os agentes encontraram R$ 315 mil em espécie, um revólver sem registro, três relógios da marca Rolex e três veículos Land Rover. A investigação apura um esquema de desvio de mais de R$ 9 milhões de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.
No entanto, a prisão do vereador fez vir à tona outro caso, muito famoso no Maranhão, do qual Beto Castro também participava na cena do crime: o caso do Tech Office, onde houve um homicídio em 2022.
Beto Castro confirma presença de Daniel Brandão na cena do assassinato de João Bosco
O vereador Beto Castro confirmou que Daniel Itapary Brandão, hoje presidente do TCE e sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), estava na cena do crime que teve como vítima o empresário João Bosco no dia 19 de agosto de 2022, em frente ao Edifício Tech Office, em São Luís.
Em depoimento prestado à polícia um dia após a execução, o parlamentar não apenas confirmou a presença do sobrinho do governador no local como também citou o nome de Daniel Brandão por duas vezes em seu relato. Beto Castro afirmou ainda que ele e Daniel Brandão chegaram juntos ao Tech Office, no mesmo carro.

Segundo o vereador, Daniel Brandão se afastou do local assim que a discussão entre João Bosco e Gibson Cutrim se intensificou. Momentos depois, Gibson executou Bosco e fugiu do local.
A cópia do depoimento que Beto Castro prestou ao delegado Murilo Tavares, que está conduzindo as investigações, traz o nome de Daniel Brandão citado pelo parlamentar. A esposa de João Bosco, Elisa Maria Pereira Belo, também em depoimento prestado à polícia no dia do crime, já havia falado sobre a presença de um “rapaz careca” na cena. Dias depois, com a análise das imagens das câmeras de videomonitoramento do prédio, confirmou-se que se tratava de Daniel Brandão.
Plano para forjar provas
Segundo fontes, a estratégia do grupo Brandão será tentar comover a opinião pública com a comunicação aliada do Palácio dos Leões para tentar supostamente incriminar o próprio aliado Beto Castro e também Felipe Camarão , que nada tem a ver com o trágico episódio. Isso tudo para livrar, supostamente, os verdadeiros responsáveis pelo esquema de propina, que supostamente seria a família Brandão.
Em depoimento na Justiça Federal, o assassino Gibson Cutrim revelou que a família Brandão comandava uma suposta organização que tinha o intuito de pegar propina de empresas que prestam serviço para o governo do estado do Maranhão. Tudo isso liderado supostamente pelo governador e seu irmão Marcus Brandão, tendo Daniel Brandão como um dos supostos articuladores, o vereador Beto Castro como integrante e o próprio Gibson Cutrim como cobrador.

Gibson relatou também que João Bosco foi ao Tech Office com o intuito de pressioná-lo, porque a organização desconfiava de que Gibson estava roubando a propina já cobrada. Isso culminou em uma discussão e no episódio do assassinato no Tech Office.
Agora, resta aguardar se serão forjadas provas para tentar incriminar atores que nada têm a ver com esse caso. Episódio em que a família Brandão tem muito a explicar.

