O governador Carlos Brandão se reuniu na noite da última terça-feira, 24, em Brasília, com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para tratar do apoio do partido ao seu sobrinho. O encontro teve como foco principal a montagem da chapa majoritária para as próximas eleições.
Durante a reunião, Brandão partiu para uma estratégia de “tudo ou nada” e ofereceu ao PT as duas vagas ao Senado ou, alternativamente, a indicação para vice-governador e uma vaga ao Senado, além de espaços na chapa proporcional para deputado federal. A movimentação, na prática, abriria mão da vaga que seria destinada ao senador Weverton Rocha, a quem Brandão iria sugerir uma candidatura à Câmara dos Deputados como forma de equilibrar a disputa no Maranhão.
O presidente nacional do PT agradeceu a proposta, mas recusou a oferta, afirmando que o partido trabalha na construção de uma candidatura própria no estado.
Nos bastidores, a formação da chapa do sobrinho do governador tem enfrentado entraves. As vagas ao Senado já teriam sido oferecidas a nomes como os deputados Fufuca e Pedro Lucas, além de outros aliados, o que tem dificultado o fechamento de um acordo.
Fontes próximas às articulações apontam que há preocupação entorno do governador com a manutenção dos repasses federais ao Maranhão. O receio, segundo interlocutores, é de que o presidente Lula possa cessar o envio de recursos do governo federal ao estado diante de eventuais desgastes políticos.
