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Enquanto o governador Carlos Brandão comemora os “avanços históricos” e exalta a qualidade da saúde estadual para embalar a campanha eleitoral do sobrinho, a realidade no Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM) em São Luís expõe um cenário bem diferente. A unidade, que recebeu credenciamento para transplantes de fígado e rim e já foi palco de cirurgias inéditas como o primeiro transplante cardíaco do estado , tem sido palco da frustração de pacientes do interior que viajam centenas de quilômetros em busca de atendimento e voltam para casa sem conseguir sequer marcar uma consulta.
A situação é caótica: a funcionária do hospital, visivelmente sobrecarregada, despacha os pacientes informando que não há previsão de abertura de vagas para mais de dez especialidades. É o retrato da profunda desigualdade no acesso à saúde no Maranhão a mesma que o governo tenta mascarar com anúncios de equipamentos de ponta e selos de qualidade, como o “UTI Eficiente” conquistado pelo HCM . O discurso oficial de que “nunca teve melhor” contrasta com a dura realidade de quem precisa do SUS e encontra um sistema que, na ponta, ainda falha em atender à demanda básica, por conta do estado , muitas vezes tornando a assistência um privilégio geográfico e não um direito universal, veja o vídeo de um paciente denunciando a negligência do estado:
