Em análise contundente, o pré candidato ao Senado afirma que o atual governador errou no cálculo sucessório, vai ficar sem mandato e perderá até a liderança da oposição no estado.
O ex secretário de Indústria e Comércio e pré candidato ao Senado Federal, Simplício Araújo (Democracia Cristã), voltou a sacudir os bastidores da política maranhense. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Araújo fez um duro prognóstico sobre o futuro do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB), apontando o que chama de “erro fatal de cálculo” na tentativa de impor uma sucessão familiar no estado.
A tese central de Simplício gira em torno do cenário pós eleitoral de 2026, projetando o Maranhão sob o provável comando do atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que lidera as intenções de voto ao Palácio dos Leões. Segundo o ex secretário, a ascensão de Braide não representará apenas uma troca de governo, mas a “aposentadoria forçada” do atual consórcio governista.
Diferente de outros analistas que enxergam o clã Brandão recuando para liderar a oposição a um futuro governo Braide, Simplício Araújo descarta essa possibilidade. Para ele, a iminente derrota do “herdeiro oficial” — o sobrinho de Brandão, que pontua baixo nas pesquisas — significará o esvaziamento completo do poder da família.
“Não precisa ser nenhum gênio para enxergar o óbvio: o grupo do atual governador não tem fôlego para liderar a oposição no futuro. Se o sobrinho sofrer a derrota que as pesquisas desenham, veremos o encolhimento total desse clã”, disparou Simplício.
O pré candidato ao Senado utilizou o pragmatismo da política municipalista para justificar seu ponto de vista. “Vamos falar a verdade, sem rodeios: você acha que o prefeito de Imperatriz, prefeito de Timon, ou os líderes das pequenas cidades do interior vão bater na porta de Brandão para fechar aliança depois que o sol se puser para o governo dele? Claro que não! Na política do Maranhão, café frio e político sem máquina ninguém quer”, ironizou.
Na visão de Araújo, Carlos Brandão cometeu um equívoco ao priorizar um projeto de poder doméstico em detrimento da manutenção de uma base aliada sólida e orgânica. Ao tentar concentrar o comando nas mãos de parentes, o governador teria pavimentado o caminho para ficar “sem mandato, sem grupo e sem força” a partir de 2027.
O ex secretário, que faz questão de frisar sua trajetória independente e sem padrinhos políticos, alertou que os prefeitos e deputados que hoje orbitam o Palácio dos Leões já começaram a recalcular a rota para garantir a própria sobrevivência, deixando o governo isolado antes da hora.
Ao final de sua análise, Simplício Araújo elevou o tom e convocou o eleitorado maranhense a transformar a eleição de 2026 em um plebiscito sobre os rumos do estado. Para ele, o pleito será um divisor de águas entre a perpetuação de fortunas familiares e a libertação do eleitor comum, que convive diariamente com estradas ruins e gargalos na saúde pública.
“Esta eleição virou uma disputa de lados muito claros: de um lado, o poder do voto do cidadão que acorda cedo e quer mudança; do outro, quem usa a máquina pública para tentar erguer impérios familiares à custa do nosso povo. Em outubro, a caneta está na mão do maranhense”, concluiu o pré candidato.
