Promotor Zanony passos acusado de extorsão, já foi investigado por pedir favores a autoridades

Promotor Zanony passos acusado de extorsão, já foi investigado por pedir favores a autoridades

Mais um escân­da­lo envol­ven­do o pro­mo­tor Zanony Pas­sos Sil­va Fil­ho veio à tona essa sem­ana : Paulo Vic­tor, vereador e pres­i­dente da Câmara Munic­i­pal de São Luís acu­sou o pro­mo­tor de extorsão. O caso veio à tona e somou com out­ras acusações em torno de Zanony.

De acor­do com Vic­tor, a primeira pes­soa a delatar o esque­ma foi Rosa Sal­dan­ha, pres­i­dente do Clube de Mães Força do Amor, em um depoi­men­to no Min­istério Públi­co. Em um dos prints apre­sen­ta­dos pelo vereador durante seu dis­cur­so, é pos­sív­el vê que o pro­mo­tor indi­ca a enti­dade de Rosa para pos­síveis con­tatos.

Ain­da segun­do o vereador, o pro­mo­tor solic­i­tou car­gos e din­heiro para inter­romper uma inves­ti­gação rela­ciona­da a emen­das par­la­mentares des­ti­nadas à enti­dade Clube de Mães Força do Amor. Paulo Vic­tor falou sobre oper­ação ocor­ri­da na Câmara, há três meses, ten­do como alvo diver­sos vereadores para inves­ti­gar des­ti­nação de emen­das par­la­mentares.


Mais denún­cias

Mas, essa denún­cia soma-se a out­ras acusações em uma lista exten­sa que envolve o pro­mo­tor.
Em out­ubro de 2016, o Con­sel­ho Nacional do Min­istério Pub­li­co (CNMP) abriu uma Recla­mação Dis­ci­pli­nar nº 882/2015–06 con­tra Zanony para apu­rar a con­du­ta do pro­mo­tor. Segun­do as infor­mações, o pro­ced­i­men­to foi aber­to após a Oper­ação Lava Jato, deflagra­da pela Polí­cia Fed­er­al, em março de 2014.

Segun­do o doc­u­men­to, no perío­do com­preen­di­do entre 12 de agos­to de 2014 e, pelo menos, até 12 de abril de 2016, na cidade de São Luís, o Zanony Pas­sos Sil­va Fil­ho, em razão da função públi­ca exer­ci­da como tit­u­lar da 31ª Pro­mo­to­ria Espe­cial­iza­da de Defe­sa do Patrimônio Públi­co e da Pro­bidade Admin­is­tra­ti­va, teria prat­i­ca­do atos de ofí­cio no inquéri­to civ­il nº 03/2014 em desacor­do com as pre­scrições legais, ou os deixou de praticar quan­do a lei assim exi­gia, instru­men­tal­izan­do o referi­do pro­ced­i­men­to para asse­gu­rar a impunidade dos ilíc­i­tos nele ver­sa­dos (no caso, paga­men­to de propina a agentes públi­cos lig­a­dos à gestão da ex-Gov­er­nado­ra Roseana Sar­ney Murad, decor­rente de lib­er­ação fraud­u­len­ta de pre­catórios judi­ci­ais de R$ 120.000.000,00), solic­i­tan­do e receben­do, para tan­to, van­ta­gens inde­v­i­das efe­ti­va­mente dadas e prometi­das pela pes­soa de Ricar­do Jorge Murad.

O ex-secretário de Saúde e Zanony Pas­sos, con­ver­saram sobre a visi­ta do pro­mo­tor a Curiti­ba para ouvir depoi­men­to do doleiro Alber­to Youssef, pre­so pela Oper­ação Lava Jato; pro­mo­tor de justiça ligou para Murad com o obje­ti­vo de infor­má-lo da visi­ta autor­iza­da pelo juiz Sér­gio Moro; na con­ver­sa, ele teria pedi­do favor ao ex-secretário, solic­i­tan­do espaço para sua noi­va pedi­atra em um cader­no especí­fi­co do jor­nal O Esta­do do Maran­hão.

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