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Após não conseguir atrair o apoio do PT nacional ao projeto político de seu sobrinho, o governador Carlos Brandão deixou de lado o discurso de unidade e passou a adotar medidas que, nos bastidores, são classificadas como retaliação direta aos petistas dentro do governo. A principal delas é o bloqueio sistemático de indicações do partido para o secretariado, rompendo acordos políticos e acirrando a crise com a legenda.
O caso de Luiz Henrique Lula é apontado como símbolo desse movimento. Ao deixar a SETRES para disputar as eleições deste ano, ele foi impedido de indicar o próprio sucessor, prática considerada comum em composições de governo. A mesma situação, segundo relatos, vem se repetindo com outros petistas que deixaram cargos para concorrer, o que compromete diretamente a organização política do partido e enfraquece suas candidaturas no Maranhão.
Como consequência, Brandão designou Pedro Carvalho Chagas para acumular funções no governo, assumindo interinamente a Secretaria do Meio Ambiente e também a SETRES a partir de 16 de abril de 2026. A decisão reforça a centralização das pastas e escancara o isolamento do PT na gestão estadual, num cenário que reflete o distanciamento entre o governador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicando que o grupo de Brandão pode seguir sem o CNPJ do PT nas eleições que se aproximam, tendo que enfrentar Lula em outro palanque, veja a nomeação:

