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Em meio à movimentação política em Imperatriz, onde anunciou sua pré-candidatura ao governo do Maranhão ao lado da vice escolhida, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), desferiu duras críticas ao atual governador Carlos Brandão (PSB). Ao ser questionado pela imprensa local sobre investigações da Polícia Federal que o mencionam desde 2016, Braide rebateu com uma invertida : “Eu não tenho investigação. Quem é investigado é um sobrinho do governador, nomeado para o Tribunal de Contas do Estado. O Brasil inteiro sabe”. O pré-candidato ainda citou um caso de homicídio ocorrido em São Luís, supostamente envolvendo familiares de Brandão, e pediu apuração rigorosa da PF.
A fala de Braide resgata um episódio obscuro que voltou a ganhar destaque nas últimas semanas: o chamado “caso Tech Office”, que tramita agora sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de um homicídio registrado na capital maranhense em 2022, inicialmente tratado como crime isolado, mas que passou a ser investigado como peça de um suposto esquema de cobrança de propina vinculado a contratos públicos. O avanço das apurações levou a Polícia Federal a assumir o caso, retirando-o da esfera estadual e ampliando as suspeitas de corrupção sistêmica.
Um dos pontos mais sensíveis da investigação é a presença, minutos antes do crime, de Daniel Brandão (Itapary), sobrinho do governador e atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA). À época, ele ocupava cargo no governo estadual. Mesmo com a confirmação de que esteve no local, Daniel nunca foi ouvido pela Polícia Civil, que conduziu a apuração inicial, uma omissão que dura quase quatro anos e que agora é reavaliada pelo STF. O sobrinho de Brandão nega qualquer irregularidade e alega ser vítima de tentativa de extorsão.
Com a entrada da PF e a supervisão do Supremo, o caso deixou de ser visto como um fato isolado para integrar um quadro mais amplo de suspeitas sobre o uso da máquina pública e possíveis blindagens institucionais no Maranhão, veja o vídeo :
