A compra de livros didáticos no valor de R$ 200.667.200,00, realizada pela Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (SEDUC-MA) por meio de adesão a uma ata de registro de preços do estado de Santa Catarina, a três meses das eleições, tornou-se alvo de investigação da Polícia Federal (PF), veja:
A suspeita recai sobre o “modus operandi” da SEDUC-MA na contratação da empresa vencedora, o Instituto Nacional Veritas de Cultura LTDA, sediada em São Paulo (SP). Apesar de ser classificada como de pequeno porte, com capital social de R$ 600 mil, a empresa foi fundada em 25 de março de 2025 , ou seja, há apenas 1 ano e 3 meses e, ainda assim, conseguiu um contrato milionário via adesão de ata, no valor superior a R$ 200 milhões, veja:
A mesma empresa já é alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) e do Ministério Público Federal (MPF). Em Rondônia, foi determinada a suspensão de quaisquer pagamentos decorrentes do Contrato nº 2/2026/SEDUC-GGCA, firmado pela Secretaria de Educação local no valor global de R$ 35.366.704,54, após a identificação de indícios relevantes de irregularidades no procedimento de adesão à ata de registro de preços.
Há ainda suspeitas de que um lobista com atuação em Brasília estaria articulando e indicando supostas compras de atas de registro de preços.
O pagamento referente ao contrato com a SEDUC-MA já está empenhado e aguarda apenas a chegada dos recursos do precatório do FUNDEB para ser efetuado.
Segundo fontes, as investigações da Polícia Federal estão avançadas e o caso, considerado “pra lá de suspeito”, deve ter desdobramentos em breve.



