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Coroado nos bastidores como governador de fato, Marcus Brandão já começou as articulações para eleger o próprio filho ao Governo do Estado. Em visita à Baixada Maranhense, Marcus afastou o nome de Iracema da disputa e afirmou que o candidato, por imposição do grupo, já foi escolhido: Orleans Brandão.
Esse deve ser o script dos próximos quatro anos, caso avance o projeto familiar considerado por adversários como ousado e oligárquico. A meta seria consolidar a eleição do sobrinho do governador Carlos Brandão, que, segundo críticas de lideranças políticas, ocupa formalmente o cargo, mas já não detém o poder de articulação, hoje concentrado nas mãos do irmão.
De certa forma, avaliam interlocutores, o comando político do governo já teria sido transferido ao sobrinho e, principalmente, a Marcus, que conduz as articulações e ordenações estratégicas da gestão. O centro das decisões passaria cada vez mais pelo núcleo familiar, fortalecendo o projeto sucessório.
Questionado por uma liderança da Baixada sobre o veto do Partido dos Trabalhadores (PT) ao nome de Orleans, Marcus voltou a repetir uma frase que este blog já havia reproduzido e que ele tentou desmentir anteriormente: “Se Lula rejeita o Orleans, nós rejeitaremos ele. Nosso candidato é Orleans”.
A declaração gerou forte repercussão política, sobretudo pelo embate direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, nas redes sociais, o “governador de fato” jura de pés juntos que é lulista e defensor do projeto nacional do PT, ampliando a contradição entre o discurso público e as movimentações de bastidor.
