O editor deste blog participou de um encontro com um prefeito e um vereador do interior do Maranhão, que pediram confidencialidade por medo de retaliações, e relataram supostas irregularidades no tratamento dado pelo Governo do Estado a gestores municipais. Segundo eles, a liberação de recursos, especialmente na área da cultura, estaria condicionada à autorização de Marcus Brandão e ao apoio político antecipado ao seu filho, Orleans Brandão. O prefeito afirmou que solicitou verbas para o carnaval de sua cidade e recebeu uma negativa sem justificativa técnica, apenas política, o que o levou a afirmar que “Marcus está levando Brandão ao isolamento político” e que, mantida essa lógica, Brandão será esquecido pela classe política.
Ainda de acordo com o prefeito, durante o período em que manteve contatos com a Secretaria de Cultura do Maranhão (Secma), ouviu relatos de que um vereador da capital poderia intermediar a liberação de bandas para o evento do seu município, desde que o veículo do gestor fosse adesivado com o slogan de Orleans Brandão. Questionei se o vereador seria André Campos; o prefeito apenas confirmou com um gesto, evitando declarações diretas, talvez por medo e receio de perseguições. Diante dessas denúncias, cresce a pressão para que o Ministério Público investigue se a política cultural do Estado está sendo utilizada como instrumento de troca política e promoção pessoal.
