O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou ontem a existência de uma célula neonazista na cidade de Grajaú, no interior do Maranhão, após a circulação de uma fotografia nas redes sociais em que jovens aparecem vestindo camisetas com símbolos nazistas. Na imagem, publicada no Instagram, os rapazes exibem uma estampa que faz analogia à saudação a Hitler, acompanhada de braçadeira e da frase “long live fascism” , “vida longa ao fascismo”, em inglês. Um dos jovens identificados na foto é Lucas Alves, que, segundo a denúncia, costuma publicar discursos e símbolos que remetem ao nazismo, veja :
Em pronunciamento nas redes sociais, o parlamentar foi enfático ao afirmar que o registro é autêntico e exige apuração rigorosa. “Não é montagem. Não é inteligência artificial. A foto é real e foi tirada em Grajaú, no Maranhão”, declarou Carlos Lula. Ele descreveu a cena: “Jovens posando, sorridentes, com camisas que estampam saudação nazista, braçadeira e a frase ‘Long live fascism’, ou seja, ‘viva o fascismo’. Exibindo com orgulho, em público, o símbolo de uma das ideologias mais cruéis da história da humanidade.”
O deputado aproveitou a denúncia para relembrar o significado histórico do nazismo e rechaçar qualquer tentativa de banalização. “Vale lembrar o que foi o nazismo: milhões de pessoas assassinadas em campos de extermínio. Judeus, ciganos, pessoas com deficiência, opositores políticos. Famílias inteiras apagadas por uma ideologia de ódio”, afirmou. Ele criticou ainda o fato de os jovens usarem um boné do Banco Master na cabeça e classificou o episódio como algo incompatível com a identidade do povo maranhense: “O Maranhão é terra de gente acolhedora, que respeita o próximo. Não podemos normalizar o ódio. Nem aqui, nem em lugar nenhum.”
Por fim, Carlos Lula destacou que a conduta configura crime no Brasil e cobrou ação das autoridades competentes. “Divulgar o nazismo é crime no Brasil, previsto na Lei 7.716/89, e as autoridades precisam apurar”, ressaltou. O deputado também defendeu que a polícia aprofunde as investigações sobre a atuação do grupo e puna os infratores, além de reforçar a importância da educação histórica como forma de prevenir a reprodução desse tipo de ideologia. “Banalizar o nazismo é cuspir na memória das vítimas. E se esses jovens tivessem estudado minimamente essa história, jamais estariam vestindo isso com orgulho”, concluiu.


