O que circula nos bastidores da política maranhense é a construção de um acordo de poder que reposiciona o governo Brandão muito mais próximo da direita do que do campo lulista. Interlocutores apontam que o governador pretende levar ao presidente Lula uma proposta que garante a continuidade do seu grupo no comando do estado: ele permaneceria no mandato, trabalharia para eleger o sobrinho ao governo e já reservaria uma das vagas ao Senado para Iracema Vale.
A segunda vaga estaria no centro de uma disputa interna, com os nomes de Mical Damasceno e Pedro Lucas ganhando força. Pedro Lucas, segundo relatos, teria preferência de setores ligados ao núcleo familiar do governador . Nesse cenário, o senador Weverton Rocha, que já foi peça estratégica no campo progressista maranhense, é tratado nos bastidores como alguém que perdeu espaço na equação principal.
O movimento expõe uma contradição que incomoda setores da esquerda: enquanto o discurso nacional é de enfrentamento ao bolsonarismo, no Maranhão a base que sustenta o Palácio dos Leões seria hoje majoritariamente formada por figuras associadas ao campo bolsonarista . A permanência ou não de Weverton na chapa dependeria diretamente do aval de Lula , se Lula declarar apoio ao seu sobrinho e do preço político dessa negociação.
