As promessas do governador Carlos Brandão a alguns petistas começam a fazer cair as máscaras dentro do PT no Maranhão.
Após a reforma no secretariado, no período conhecido como desincompatibilização, mecanismo que visa garantir a igualdade na disputa eleitoral, impedindo o uso da máquina pública nos seis meses que antecedem o pleito , Brandão segurou as indicações do PT. O motivo: o dilema que a legenda vive no estado, enquanto nacionalmente a situação já está resolvida, com o apoio da cúpula do partido ao pré-candidato ao governo Felipe Camarão (PT) e a rejeição ao sobrinho do governador.
Esse cenário fez com que petistas como o ex-deputado Zé Inácio travassem uma batalha interna para que o PT apoie o sobrinho de Brandão. Em publicações nas redes sociais, Zé Inácio chegou a afirmar que os correligionários erram ao lançar candidatura própria. Ou seja: o ex-deputado defende que o partido seja coadjuvante e subserviente, em vez de construir uma chapa própria articulada com a direção nacional do PT, que tem o presidente Lula como principal liderança.
Zé Inácio já é reincidente nesse tipo de alinhamento. Em 2014, o mesmo ex-deputado foi entusiasta do apoio a Edson Lobão Filho, o Edinho Lobão (MDB), movimento que culminou na derrota para Flávio Dino, então líder da frente progressista no Maranhão. Desta vez, o apoio declarado é ao sobrinho do governador, novamente pelo MDB.
O argumento utilizado é o de que o PT historicamente faz alianças. No entanto, Zé Inácio não considera que o partido não sairá sozinho , pelo contrário, alianças progressistas já foram feitas e estão sendo costuradas, e o PT deve concorrer com ao menos oito partidos, formando uma frente ampla da esquerda.
Analistas políticos apontam que o real motivo da posição de alguns petistas é a manutenção de poder de certas setores dentro do governo, ainda que isso signifique sacrificar o próprio partido. Como já dizia o cantor e poeta Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado.”
Em tempo : existem petistas que já não são petista há muito tempo …
