Após o veto do PT ao nome do sobrinho/filho do governador “Marcus Brandão” para a sucessão estadual, as alas governistas “brandonistas” e “brandopetistas” ligaram o sinal de alerta. Para evitar uma crise maior e contornar a imposição do clã Brandão, que pretendia lançar o sobrinho Orleans, os aliados do governador começam a colocar em curso um “Plano B”. O movimento tenta realinhar as peças no tabuleiro político, afastando de vez a candidatura do herdeiro político da família.
O alvo central da nova articulação é a deputada Iracema Vale, que recentemente se filiou ao MDB. A estratégia é que ela migre para o PT e seja lançada como candidata a governadora, posição para a qual, ironicamente, os mesmos grupos já haviam declarado apoio a ela para o Senado há algumas semanas. A manobra isolaria de certa forma politicamente Orleans Brandão e buscaria unificar a base aliada “centro e direita” , em torno de um nome com trânsito mais amplo, em um claro recuo tático em relação aos desejos da liderança do governador e seu irmão Marcus Brandão.
Por trás da movimentação, observa-se o fortalecimento do prefeito de Bacabal, Roberto Costa, antigo aliado e integrante do grupo da família Sarney. Caso o plano prospere, o poder no estado, que está concentrado nas mãos dos Brandão, passaria efetivamente para um nome alinhado ao núcleo sarneyista. A articulação revela as fraturas na base governista e um possível realinhamento de forças históricas na política local. Agora, o cenário aguarda os próximos passos de Iracema Vale e a reação definitiva do PT estadual.
