Sobre a plenária no CCH
A decisão, considerada autoritária pelo professor Fernando Carvalho, provocou forte reação na comunidade acadêmica da UFMA, atuando como catalisador para a reorganização da oposição, a formação de novas alianças e a reabertura do debate sobre a sucessão da Reitoria. Em um contexto nacional de fortalecimento da autonomia universitária, a universidade passa a vivenciar um cenário de tensionamento institucional em razão do que alguns segmentos classificam como autoritarismo do reitor.
Mobilização no CCH
A plenária realizada no Centro de Ciências Humanas (CCH) reuniu mais de 500 pessoas, configurando-se como uma das maiores mobilizações recentes da universidade. Estudantes, docentes e técnicos manifestaram-se em defesa da democracia, da autonomia universitária, do respeito às decisões coletivas e da gestão participativa. O encontro foi marcado por forte engajamento e diversidade de vozes.
Carta do interventor
Antes da plenária, o professor Alírio Cardoso, na condição de diretor pró-tempore, encaminhou comunicado justificando sua ausência. Na mensagem, afirmou que não participaria da reunião convocada por conselheiros, mas destacou ter enviado à Reitoria um documento contendo demandas históricas do centro, especialmente relacionadas à infraestrutura. O gesto sugere tentativa de mediação institucional em meio à crise, além de indicar possível acolhimento de reivindicações anteriormente defendidas por diferentes segmentos, incluindo as apresentadas pelo professor Luciano Façanha.
Participação de candidata a reitora em 2023
Durante a plenária, a professora Isabel Cabrera, candidata à Reitoria nas últimas eleições, esteve presente e fez uma fala enfatizando a importância da autonomia universitária, o combate ao autoritarismo histórico da gestão, a exoneração imediata do diretor pró-tempore e a construção de unidade entre os setores da oposição diante do cenário apresentado.
Movimento estudantil
No campo estudantil, observou-se divisão interna no Diretório Central dos Estudantes (DCE), atualmente alinhado à Reitoria. Uma de suas alas participou ativamente da plenária, manifestando apoio à autonomia universitária e posicionando-se contrária à decisão da gestão. Destaca-se a articulação do movimento “Juntos”, vinculado ao campo progressista do PT, bem como de outras forças políticas estudantis, como “Filhos do Povo”.
Silêncio da gestão
Após a decisão do reitor, chamou atenção a ausência de manifestações públicas por parte de pró-reitores, diretores, assessores e demais integrantes da gestão em apoio à deliberação da Reitoria. O silêncio institucional foi interpretado como elemento político relevante, indicando possíveis tensões internas. Informações de bastidores apontam que parcela significativa desses atores manifestou, ainda que de forma reservada, solidariedade ao professor Luciano Façanha.

Coro final
Como desdobramento das mobilizações, estudantes e membros da comunidade acadêmica realizaram uma marcha em direção à Reitoria que estava fechada em defesa da democracia na UFMA. Durante o ato, foram entoadas palavras de ordem que qualificaram a condução da gestão como “golpista”, “antidemocrática” e “conservadora”, evidenciando o grau de insatisfação e polarização no ambiente universitário.
Posicionamento sindical
Em continuidade ao processo de mobilização, a APRUMA convocou uma nova plenária para o dia 15 de abril, no hall do CCH, com pauta centrada na oposição à intervenção no Centro de Ciências Humanas e na defesa da democracia e da autonomia universitária.

Judicialização do caso
Diante da escalada do conflito institucional, ganha força entre segmentos da comunidade acadêmica a possibilidade de judicialização do caso. Caso não haja recuo por parte da Reitoria, deverá ser acionado o Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de assegurar o cumprimento do Estatuto e do Regimento da universidade, bem como a preservação do princípio da autonomia universitária.
Análise
Fontes afirmam que o reitor guinou para a direita, acreditando na iminente derrota do presidente Lula. O certo é que o ato da Reitoria da UFMA amanhecer fechada, como ocorreu remete aos tempos mais sombrios da universidade pública no Brasil, durante o regime da ditadura militar. Fontes deste blog em Brasília afirmam que o governo federal já tem conhecimento do que está acontecendo na UFMA.
