A cúpula nacional do PT comunicou a aliados que não apoiará a candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão. A informação, confirmada por petistas ao site Imirante, causou desespero no palácio e gerou uma tentativa fracassada de desmentir o fato já consumado.
Sem apoio do PT nacional, petistas locais tentam emplacar a presidente da Assembleia, Iracema Vale, como plano B. O nome, porém, é rejeitado pela família Brandão. A pressão familiar, especialmente do irmão Marcus Brandão, é clara: o governador Carlos Brandão deve cumprir o mandato para usar toda a estrutura do governo e eleger o sobrinho Orleans, filho de Marcus. O “sacrifício” exigido, portanto, é que Carlos abra mão de qualquer plano próprio e trabalhe unicamente para essa sucessão familiar.
Carlos Brandão agora tem dois caminhos: romper com Lula e o PT nacional ou entrar em um acordo para migrar para o Senado. O jogo de xadrez político no estado petista mais tradicional do país entra em sua fase decisiva.
