Hospital de Viana tomado pela família explica fidelidade de Mical Damasceno a Brandão

Hospital de Viana tomado pela família explica fidelidade de Mical Damasceno a Brandão

Mical Dam­a­s­ceno, seus par­entes e o hos­pi­tal de Viana: um retra­to do poder e dos car­gos

A dep­uta­da estad­ual Mical Dam­a­s­ceno (PSD) se tornou alvo de polêmi­ca após a rev­e­lação de uma ver­dadeira teia de par­entes e ali­a­dos lota­dos na Region­al de Saúde e no Hos­pi­tal Region­al Antônio Hadade, em Viana. A situ­ação escan­cara um retra­to de nepo­tismo e favorec­i­men­to políti­co que desafia o dis­cur­so moral­ista fre­quente­mente defen­di­do pela par­la­men­tar.

Na Region­al de Saúde de Viana, por exem­p­lo, quem ocu­pa car­gos estratégi­cos são nada menos que as sobrin­has da dep­uta­da: Miral­da Dam­a­s­ceno, audi­to­ra, e Déb­o­ra Dam­a­s­ceno, gesto­ra. Ambas admin­is­tram a estru­tu­ra que dev­e­ria ser téc­ni­ca, mas que acabou viran­do espaço de aco­modação famil­iar.

A lig­ação entre saúde públi­ca e laços de sangue vai ain­da mais longe den­tro do hos­pi­tal. O dire­tor clíni­co, Íta­lo Coim­brã, é casa­do com Miral­da; já a recep­cionista, Neuza Dam­a­s­ceno, é cun­ha­da da dep­uta­da, por ser casa­da com Mis­ael, irmão de Mical. Como se não bas­tasse, o super­vi­sor admin­is­tra­ti­vo, Pedro Dam­a­s­ceno, tam­bém é sobrin­ho dire­to da par­la­men­tar.

A lista segue: na Agên­cia Trans­fu­sion­al do hos­pi­tal, o super­vi­sor Well Belfort é casa­do com Déb­o­ra Dam­a­s­ceno, sobrin­ha de Mical. Ou seja, setores fun­da­men­tais do hos­pi­tal region­al fun­cionam prati­ca­mente sob a gestão famil­iar da dep­uta­da, que exerce influên­cia dire­ta e indi­re­ta na rede públi­ca de saúde da cidade.

E não para por aí. Os serviços de imagem – como tomo­grafia, raio‑x e ultra­ssono­grafia – são presta­dos por uma empre­sa em nome de Miral­da Dam­a­s­ceno, sobrin­ha da dep­uta­da. Ou seja, além dos car­gos públi­cos, parte da estru­tu­ra do hos­pi­tal ain­da ali­men­ta um negó­cio pri­va­do da família, fechan­do o ciclo do poder com din­heiro públi­co.

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Para com­ple­tar, há ain­da o irmão de Mical Dam­a­s­ceno, pas­tor de profis­são, que segun­do denún­cias recebe R$ 10 mil men­sais do Esta­do sem exercer função efe­ti­va. Com tan­tos par­entes dom­i­nan­do a Region­al de Saúde e o Hos­pi­tal de Viana, Mical age como se fos­se a “dona da cidade” e, talvez por isso, viva em con­stante implicân­cia com o vice-gov­er­nador Felipe Camarão, que tem ampli­a­do sua pre­sença na Baix­a­da Maran­hense e ameaça a sen­sação de con­t­role abso­lu­to da par­la­men­tar sobre a região.

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