Apesar de ser o 2º estado mais bem colocado do país em Solidez Fiscal, Maranhão é o lanterninha do Nordeste e aparece nas últimas posições nacionais em áreas estruturais como Infraestrutura, Educação e Capital Humano.
O Maranhão voltou a ocupar posição constrangedora no cenário nacional. No Ranking de Competitividade dos Estados 2025, o estado aparece na 23ª colocação entre 27 e é o último do Nordeste. O resultado expõe o fracasso do governo Carlos Brandão em transformar equilíbrio fiscal em desenvolvimento real para a população. Enquanto estados como São Paulo e Ceará lideram em indicadores sociais e de inovação, o Maranhão patina na lanterna, revelando que ter as contas em dia não tem sido sinônimo de progresso.
O contraste nos números é gritante e expõe uma gestão de extremos. Apesar de ocupar a 2ª posição nacional em Solidez Fiscal, com uma nota impressionante de 98.4 indicando cumprimento de metas, baixo endividamento e controle de gastos com pessoal , o Maranhão segue entre os piores do país nos indicadores estruturais. Em Infraestrutura, o estado aparece na 26ª colocação com uma nota de apenas 9.8, reflexo de estradas precárias, alto custo de energia, gargalos logísticos e baixa conectividade, fatores que encarecem a produção e afugentam investimentos.
Na área social, os números também são negativos e mostram a dificuldade de converter a saúde fiscal em melhoria de vida. O Maranhão ocupa a 24ª posição em Educação e em Capital Humano (com nota 22.7), indicando falhas na formação da mão de obra e ausência de políticas eficazes para romper o ciclo de atraso. Indicadores como Sustentabilidade Social, que mede acesso a saneamento e desnutrição infantil, Inovação e Potencial de Mercado também figuram entre as piores posições nacionais, reforçando um quadro de estagnação que atinge diretamente os cidadãos.
O contraste entre boas contas e maus resultados revela uma gestão que prioriza o discurso fiscal, mas falha em entregar desenvolvimento real. Sob Brandão, o Maranhão segue com dinheiro em caixa, mas sem conseguir aplicá-lo para superar gargalos históricos. A população, mais uma vez, paga o preço da estagnação, vendo o estado acumular recursos enquanto a infraestrutura desaba e a qualidade da educação não avança, mantendo o Maranhão na contramão da competitividade nacional.
