A história de Washington Oliveira dentro do PT do Maranhão voltou a esquentar nos bastidores do partido. Entre militantes antigos e lideranças da base, o comentário é que ele nunca teria feito política pensando primeiro no fortalecimento do PT, mas sim nos próprios movimentos. Para esses grupos, Washington teria usado o partido como base para se reposicionar ao longo dos anos, mesmo que isso significasse bater de frente com decisões construídas por outras alas da legenda.
Fatos do passado sempre reaparecem nessas conversas. Gente ligada a Flávio Dino lembra que, lá atrás, houve resistência à entrada dele no partido. Depois, em 2010, a ida de Washington para a chapa de Roseana Sarney virou símbolo, para parte da militância, de um afastamento do campo político que o PT defendia nacionalmente. Para esses críticos, ali já ficava claro que o projeto pessoal falava mais alto que o projeto partidário.
O desgaste seguiu nos anos seguintes. Em 2014, há quem diga dentro do PT que ele ajudou a empurrar o partido para mais perto do grupo de Edinho Lobão, o que abriu outro racha interno. Já em 2024, no evento dos 10 anos da vitória de Flávio Dino, integrantes do partido relataram incômodo com orientações vindas do campo ligado a Washington que teriam desestimulado a participação de determinadas correntes. Resultado: mais divisão e mais tensão dentro de casa.
Agora o embate envolve também o futuro do partido. Nos bastidores do PT, adversários atribuem a Washington a articulação para filiar a deputada Iracema ao partido com o objetivo de projetá-la como nome ao Senado ou como vice numa chapa majoritária. Essa movimentação, segundo relatos internos, não seria vista com bons olhos por lideranças do PT nacional, que teriam outra leitura sobre os rumos da legenda no Maranhão. Para os críticos, tudo faz parte de mais um movimento de sobrevivência política. Já aliados dele dizem que isso é apenas construção política normal.
Além da disputa partidária, o nome de Washington também aparece em questionamentos que chegaram à esfera judicial. Nos meios políticos circula a informação de que o STF teria admitido apuração relacionada ao Tribunal de Contas do Estado, envolvendo sua aposentadoria antecipada. Adversários afirmam que a saída dele do TCE teria ocorrido para abrir vaga ao sobrinho do governador, enquanto ele assumiria espaço no governo estadual como secretário.
