Acusado supostamente de abafar investigações envolvendo a família Brandão, beneficiar políticos investigados por corrupção no caso Turilândia, promover o afastamento de investigadores e até manter relação pessoal com Marcus Brandão, pai do pré-candidato Orleans Brandão, esses são alguns dos fatos que ajudam a explicar a ação eleitoreira atribuída ao procurador Danilo contra o vice-governador, a fim de garantir a candidatura de Carlos Brandão ao Senado.
Alçado ao cargo de procurador-geral do Ministério Público do Estado do Maranhão com apoio do governador Carlos Brandão, Danilo Castro acumularia uma série de controvérsias e acusações de aparelhamento do órgão sob sua gestão, com o objetivo de favorecer aliados políticos.
A mais recente, e com repercussão nacional, diz respeito à tentativa de blindagem do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e seus aliados, investigados em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 56 milhões. Para tentar proteger aliados da família Brandão, a Procuradoria-Geral de Justiça teria emitido parecer pela soltura do prefeito, vice e vereadores, mesmo diante de provas de desvios de recursos públicos. O pedido gerou revolta interna no Ministério Público Estadual e levou, supostamente, ao pedido de demissão de investigadores do GAECO responsáveis pela apuração do caso.
Diversas investigações levadas ao Ministério Público para apurar fatos envolvendo a família Brandão também estariam sendo engavetadas, por Danilo. É o caso do assassinato ocorrido em frente ao edifício Tech Office, em que ele teria atuado, supostamente, para barrar apurações e substituir peças-chave da investigação. Segundo denúncias levantadas durante o processo, o caso envolveria, supostamente, pagamento de propina a partir de negociações de contratos com o Governo do Estado.
Essas ações seriam supostamente coordenadas a partir de uma estratégia política atribuída a um de seus aliados mais próximos, Marcus Brandão, irmão do governador. Informações divulgadas em redes sociais apontariam essa proximidade, levantando questionamentos sobre a isenção do chefe do Ministério Público. A relação entre o órgão e o governo seria vista por críticos como excessivamente próxima, sendo citada inclusive por analistas políticos em editoriais recentes.
Às vésperas do calendário eleitoral, que exige a desincompatibilização de Carlos Brandão do cargo de governador, as ligações políticas e familiares e o histórico de decisões atribuídas a Danilo ajudariam a explicar a criação de um processo considerado, supostamente, ilegal e com fins de perseguição política, conforme declaração do vice-governador.
