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Mesmo com chuvas, Reserva do Batatã não “enche”

A barragem é responsável pelo abastecimento de cerca de 80 mil imóveis, ou seja, por quase 30 bairros da região central da cidade

A situação persiste e se reflete em bairros da região central de São Luís, abastecidos pelo reservatório e poços e se mantêm com abastecimento em dias alternados; segundo presidente da Caema, seriam necessários vários invernos para encher o Batatã as chuvas intensas que têm caído sobre São Luís ainda não foram suficientes para que o Reservatório do Batatã atingisse níveis satisfatórios para abastecer a região central de São Luís.

Este ano, a média de precipitações das chuvas está acima da registrada no mesmo período do ano passado, mas ainda não se refletiu no reservatório, que está funcionando com capacidade baixa, após um período sem funcionar.

O Batatã tem capacidade para 4,6 milhões de metros cúbicos de água e, ano passado, atingiu apenas 10% dessa capacidade. O volume parece ter aumentado um pouco, mas ainda está baixo. Para abastecer a população de diversos bairros, o Batatã conta com o suporte do Sistema Italuís e de poços, que auxiliam na distribuição para que, mesmo com rodízio atenda de forma satisfatória a capital.

A barragem é responsável pelo abastecimento de cerca de 80 mil imóveis, ou seja, por quase 30 bairros da região central da cidade.

Caso de moradores do Lira, Areinha, Goiabal e Codozinho, por exemplo. “As chuvas que caíram não foram suficientes, e acredito que esse inverno não será capaz de superar o déficit da quantidade de água no reservatório. Essa falta seria sanada apenas com vários invernos”, destacou o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Carlos Rogério Araújo.

Em grande parte das casas, os moradores instalaram motores para puxar a água, o que implica em aumento do valor das contas de energia. “É o jeito, porque, do contrário, a gente não consegue encher os nossos reservatórios. Esse problema é antigo e sonhamos com que um dia ele acabe”, disse Renata Gaspar, moradora do Codozinho.

O presidente da Caema destacou ainda que o nível baixo do reservatório do Batatã se dá também pelo crescente número de casas construídas próximo ao reservatório, sem controle. “Trabalhos para que diminuam os casos de construções já estão sendo planejados. O desvio na vazão da água para esses locais influencia muito na quantidade de água. Para isso está faltando apenas a ação”, disse Carlos Rogério Araújo.

Com informações de O Estado

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