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Governador Flávio Dino diz que estado está quebrado e sem dinheiro

Após quase 3 anos sem executar uma obra relevante no Maranhão, o governador Flávio Dino (PC do B), afirmou que o “estado está quebrado e sem nenhum tostão” 

 

O governador Flávio Dino acabou por confessar, em alto e bom som, que os três anos do seu mandato à frente do Estado tiveram uma consequência nefasta para o Maranhão. Em discurso na cidade de Caxias, ele revelou que o Estado está quebrado, sem nenhum tostão.

Ora, se o próprio Dino está no comando do governo desde 2015, e tem falado que está modernizando o Maranhão desde então, fala de obras, de serviços e de investimentos, então quem quebrou o Estado? Só há uma resposta possível: o Estado está quebrado, segundo o governador, por obra e graça do próprio Flávio Dino.

É preciso lembrar e relembrar que Dino recebeu o Maranhão com todas as contas em dia e com um caixa de R$ 2 bilhões, fruto da operação de crédito realizada pela gestão passada, junto ao BNDES e que ficou todo para usufruto do governo comunista. Se os cofres estaduais estão zerados, então foi Dino quem gastou os R$ 2 bilhões deixados em caixa. E gastou mal, pelo que se vê.

A declaração de Dino dada em Caxias repercutiu imediatamente nas redes sociais. O senador Roberto Rocha ironizou: “Meus cumprimentos pela entrega dos kits de irrigação, hoje, em Caxias; na oportunidade, ele confessou que faliu o estado”.

E a tropa-de-choque do governador tratou de tentar minimizar o estrago da confissão de culpa comunista. O seu líder na Assembleia, Rogério Cafeteira, como sempre o primeiro a sair em defesa, mesmo sem argumentos, alegou que dos R$ 2 bilhões do BNDES, R$ 1,2 bilhão foram glosados pelo banco.

O fato é que Dino vai ter de se explicar, de qualquer forma, porque diz, hoje – passados três anos de comando do Estado – que o Maranhão está quebrado. Ele deve explicações.

Em todo lugar

O ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV) tem mostrado absoluta desenvoltura para circular entre lideranças políticas das mais diversas correntes.

Sua pré-candidatura ao Senado atrai simpatizantes de partidos da oposição e também do governo Flávio Dino (PCdoB).

Sarney Filho tem prestígio pessoal entre deputados federais e estaduais, e prefeitos, independentemente da filiação partidária de cada um.

Afinação

O ex-prefeito Ildon Marques (PSB) recebeu quinta-feira, 10, o senador Roberto Rocha (PSB) para um jantar, em Imperatriz.

Tudo dentro do previsível entre aliados, não fosse por um importante detalhe: a presença do também ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) na casa de Marques.

O jantar mostrou afinação entre os socialistas e tucanos de Imperatriz para o processo eleitoral de 2018.

Juntos

Adversários nas eleições de 2016, o prefeito Luciano Genésio (PP) e o médico Leonardo Sá (PCdoB) estão juntos em Pinheiro. A aliança desarticula os dois lados da oposição a Genésio.

Tanto o grupo formado pelo ex-prefeito quanto aquele que gira sob as ordens do Palácio dos Leões.

Obstáculo

O secretário de Articulação Política Márcio Jerry tem afirmado e reafirmado sua candidatura a deputado federal em 2018.

Mas a realidade que deve sair da Reforma Política pode levar o todo-poderoso auxiliar de Flávio Dino a rever os planos.

É que, pelas regras do Distritão, que devem prevalecer em 2018, não haverá mais como lançar candidaturas apenas para puxar votos do partido e eleger bancadas.

Tucanos de fora

O vice-governador Carlos Brandão está cada vez mais convencido de que o PSDB não ficará mesmo com o governador Flávio Dino em 2018.

Tanto que seu principal aliado no partido, o secretário Neto Evangelista, já foi autorizado a dizer que não há garantias da repetição da aliança em torno do comunista.

Brandão deve disputar uma vaga na Câmara Federal, o que levou Evangelista a abdicar do projeto e se preparar para a reeleição.

Sem chapa

O PMDB pode ficar sem nomes de peso para a disputa de deputado estadual em 2018.

Principal parlamentar do partido, Roberto Costa pode assumir a Prefeitura de Bacabal ou entrar como suplente de um dos candidatos a senador do grupo.

Sem ele, a chapa do PMDB se resumirá à deputada estadual Nina Melo, que talvez nem seja candidata à reeleição, abrindo vaga para o retorno do pai, Arnaldo Melo.

Desmotivação

Alçado à condição de auxiliar do governador Flávio Dino – como chefe da Agência Metropolitana – o vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB) dá sinais de cansaço.

É que, desde a posse, a agência tem resumido suas atividades a discutir o processo de metropolização da Grande São Luís.

Além disso, o vereador terá que deixar o cargo em janeiro para concorrer a uma vaga na Câmara Federal.

E MAIS

  • Não apenas o PMDB pode ficar sem chapa para a disputa pela Assembleia Legislativa em 2018, mas também o PP e o PSD.
  • Comandante do PEN no Maranhão, o ex-deputado Jota Pinto deverá disputar uma vaga na Câmara Federal, ao lado do já deputado Júnior Marreca.
  • O vereador Dr. Gutemberg Araújo passou a figurar entre as opções para o setor de Saúde em São Luís após exoneração da secretária Helena Duailibe.

Com informações de O Estado

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Categoria: Maranhão, Política

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