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APOIO À CANDIDATURA DE OSMAR FILHO NA CÂMARA MOSTRA INCONGRUÊNCIA DE ALGUNS VEREADORES

O país muda consoante o vento. Os políticos também. Serve isto para falar-vos de algo que, enquanto cidadão e eleitor, me tem perturbado. Não é uma perturbação de agora, mas desde sempre. Falo das incongruências dos nossos políticos quando se encontram no poder, estão na oposição ou até mesmo quando adotam postura ‘independente’.
Vimos isso constantemente em Brasília, e na alternância de poder entre alguns grupos políticos que se revezam no Governo do Maranhão. Virou algo habitual defender uma coisa quando somos Governo, e outra bem diferente, quando passamos para o difícil papel na oposição.
O caso mais absurdo de ‘políticos incongruentes’ ocorre na Câmara de São Luís, por ocasião da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, biênio 2019/2021. Dos 17 parlamentares que assinaram de próprio punho um manifesto em apoio à candidatura do vereador Osmar Filho (PDT), pelo menos quatro já haviam se declarado na tribuna da Casa, que eram oposicionistas ou independentes: Umbelino Júnior (PPS), Francisco Chaguinhas (PP), Marcial Lima e até Estevão Aragão (PSDB) que se julga como líder da bancada.
Além destes, aparecem na lista nomes como Ricardo Diniz (PRTB), Barbara Soeiro (PSC), Aldir Júnior (PR) [cujo mandato quem manda é o tio – deputado Josemar de Maranhãozinho], Concita Pinto (PEN), Antônio Marcos, o Marquinhos (DEM) [que criticou recentemente o deputado Weverton Rocha, presidente do PDT no Maranhão, de ser ficha suja], Nato Júnior (PP), Edson Gaguinho (PHS), Afonso Manoel (PRP) [cuja esposa Helena Duailibe foi escorraçada do governo Edivaldo sob suspeita de corrupção] e Dr. Gutemberg (PRTB), acusado no inicio do governo Edivaldo de ter sucateado a Secretaria Municipal de Saúde.
Não importa a ideologia ou campo partidário, parlamentares perdem coerência, identidade e desviam-se daquilo que sempre foi visando apenas seu objetivo pessoal: o de se dar bem.
Barbara Soeiro e Marcial Lima, por exemplo, pertencem ao grupo politico do ex-secretário João Abreu, cuja prisão foi decretada pelo juiz Osmar Gomes, pai do vereador Osmar Filho que almeja a presidência do Palácio Pedro Neiva de Santana, sede do legislativo da capital. Mas eles sequer notaram esse detalhe ao assinar o documento que manifestam seus apoios ao pedetista. Talvez porque os dois observaram, na disputa pela Mesa da Casa, uma grande possibilidade de buscar ‘apoio’ para suas eleições de deputados fadadas ao fracasso.
Estevão Aragão, único que ainda tinha uma postura mais incisiva ao governo Edivaldo, também não viu nenhum problema em apoiar o candidato do prefeito que ele hoje diz que faz ‘oposição’ na Câmara. Não é possível votar no candidato do PDT e ter um discurso de inimigos contra seu principal aliado, o prefeito Edivaldo.
Por vim, consta na lista, a assinatura surpreendente de Francisco Chaguinhas, dono de um discurso polêmico contra os governos nas três esferas: municipal, estadual e federal, embora, nos últimos dias tenha focado mais nos dois últimos.
A incongruência de alguns vereadores ludovicenses em relação à eleição da Câmara virou uma verdadeira salada ideológica. Mas ainda bem que o próprio Chaguinhas, em seus momentos de lucidez, fez ecoar na tribuna do parlamento municipal uma das frases mais fortes que serve para resumir bem esse momento de crise que nossa nação passa: “A corrupção na politica neste país só não é maior porque os canalhas envelhecem e morrem”.
Fonte: Gazeta do Maranhão

Categoria: Filipe Mota
  • jasmine diz:

    esse periodo eleitoral é complicado

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